
Papai tinha o hábito de comer aos poucos. Depois do café da manhã, almoçava em duas etapas. No jantar a mesma coisa. Dizia que era pra não sobrecarregar o estômago. A digestão ficava mais fácil. Hoje nós sabemos disso, mas eu achava isso muito estranho na época.
Comia de tudo um pouco. Preferia as carnes magras, peixe, legumes e verduras. Muita verdura. Gostava muito de laranja, não podia faltar. Também gostava de doces caseiros. Nos intervalos, quando podia, adorava balas. Era do seu costume, quando ia às compras em São Paulo, comprar balas Sonksen recheadas de frutas. Uma delícia que não dá pra esquecer.
Me lembro de um prato que ele comia em Jarinu e que até hoje fico com vontade quando me lembro: cambuquira com feijão! Pra quem não sabe, cambuquira é o broto da abóbora. Refoga-se a cambuquira e coloca no feijão e, se quiser, uma farinha de milho bem fresca.
Quando pequenos, nos reuníamos todos pra refeição. Era uma hora sagrada, nada de barulho e confusão.
Depois de todos crescidos e morando longe, fazia questão de reunir a família em duas ocasiões: Natal e aniversários.
Como a família cresceu muito, não era possível reunir todos em uma casa, com tanta criança. Então costumávamos nos reunir no Spiandorello, em Caxambú (perto de Jundiaí). Vou postar algumas fotos pra ilustrar isso. A foto acima era no sítio de umas filhas, mas não me lembro a época. Não sei se era Natal ou algum aniversário.
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